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Quase caí num golpe no LinkedIn

  • Foto do escritor: annabellabernardes
    annabellabernardes
  • 12 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de ago.


Coloquei o #opentowork e em menos de uma semana recebi uma mensagem no LinkedIn de uma "recrutadora". Perfil pequeno, dizia morar nos EUA. A estranheza me deixou curiosa pra ver onde ia dar. Conversa vai e vem, ela ofereceu ajustar meu perfil, e olha só: de graça. Depois, o perfil dela simplesmente desapareceu.


Uma semana depois, outro perfil, outro nome, agora brasileiro, mas nada de RH ou liderança. O papo começou parecido. Ele me fez algumas perguntas básicas: nome completo, localização, cargo, currículo e faixa salarial. Em minutos, me ofereceu a vaga dos sonhos — que existe, de verdade, numa instituição renomada.


E aí veio o pedido: para "começar", ele ia ajustar meu perfil de graça, só precisava do meu e-mail e senha do LinkedIn. "Fique tranquila, seus dados estão 100% protegidos", escreveu, com a naturalidade de quem pede um currículo em PDF. Na verdade, ele(a) queria é sequestrar meu perfil, assim como fez com aquele usuário...


Isso não é normal e o óbvio precisa ser dito com todas as letras: nenhum recrutador precisa da nossa senha de LinkedIn. Ponto final. Eles trabalham com o que já está público no perfil, ou pedem currículo direto.


Fiquei aqui refletindo que golpes como este são desenhados pra imitar o tom de um recrutamento real, com linguagem profissional, vaga específica e urgência disfarçada de oportunidade. Quando a gente está numa busca ativa mandando currículo para todo lado e ansiosa por retorno, a guarda pode baixar um pouco. É exatamente esse ponto que eles tentam explorar.


Buscar uma vaga já é algo cansativo. Depois de ver golpes assim de perto, a gente fica desconfiada até das mensagens boas. Se esse relato te lembrou de algo parecido, comenta aqui. Quanto mais gente reconhecer o padrão, menos gente cai.

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