Nem só o que vive de passado é o museu
- annabellabernardes
- há 5 dias
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Hoje ele também é sala mapeada em 360°, espaço instagramável, trilha sonora, até cheiro.
E, cada vez mais, pode nem ficar dentro de um museu: muitas dessas mostras estão ocupando shopping centers, parques e galpões.
Exposições imersivas ganham força em São Paulo
Em São Paulo, as exposições imersivas estão ganhando a cena: teve o Monet à Beira D'Água no Parque Villa-Lobos, a Beyond Van Gogh, a Frida Kahlo – The Life of an Icon e a maior mostra já dedicada a Portinari.
Tem também o Visualfarm Gymnasium, laboratório de artes imersivas nos Campos Elíseos, bairro onde eu moro.
Pesquisa que virou trabalho de conclusão de curso
Recentemente inaugurou o Nubank Arte Lab, na Paulista, e a mostra de estreia é "O Brasil de Tarsila", em comemoração aos 140 anos da artista. Ainda não fui, mas já está na lista.
E a novidade me trouxe de volta ideias de um trabalho que escrevi em 2023, na defesa do meu TCC na pós em gestão de projetos culturais: "A tendência das exposições imersivas na era das redes sociais", pesquisa sobre como as mostras multissensoriais conquistaram o público hiperconectado.
O que a pesquisa revelou
💡 Espaço instagramável também é estratégia de marketing. As mostras imersivas viralizam onde o museu tradicional esbarra na própria estrutura.
💡 Museus seculares estão correndo atrás da transformação digital — e das discussões sobre decolonialidade, inclusão e novas formas de contar histórias para não perder público.
💡 A imersão não nasceu com a tecnologia digital. O videomapping só deu um corpo novo a uma linguagem que já existia na arquitetura sacra, nos painéis históricos e nas instalações do século XX.
💡 A conclusão que ficou: toda arte é, em potencial, imersiva. A diferença é o quanto cada instituição está disposta a reinventar a experiência de quem chega até ela.
Artigo completo no Portal CELACC/USP.




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